#Segredosdegarota. · Pensamento soltos traduzidos em palavras. · You know it's for you.

Eterno.

Sei lá, têm certas coisas que acabam, mas que nunca terminam. Quer dizer, a gente se distanciou, não fazemos mais planos em comum, mas, tem uma boa parte de tudo isso, que insiste em não passar. Nunca vai passar. Prometemos um amor infinito. Falhamos. Não foi infinito, mas tornou-se eterno em mim, se é que existe alguma lógica nisso. O que estou tentando explicar é que, lá dentro, bem lá no fundo mesmo, o nosso amor sempre vai existir. Porque quando é amor, nunca acaba. Tudo o que você amou na vida, mesmo que seja só por um dia, vai durar para sempre. Você pode tentar pintar de ódio, dizer que tanto faz, que não tem mais importância ou tentar guardar no fundo do peito. Você pode tentar substituir por outro alguém, pode até tentar transformar em críticas, em lágrimas, em brigadeiro, em álcool… A verdade é que, se foi amor, sempre será. Acredito que, verdadeiramente, você só ama alguém uma vez na vida, e que esse amor é único. Não se pode amar nada igualmente. E, por isso, nunca vai existir nada como você. Nada como eu. Nada como nós. Somos o único caso igual a nós na face da Terra. A nossa história ninguém pode apagar, copiar, reviver… Será sempre nossa. Vai doer não te ver. Vou chorar quando não souber mais te ti, quando for tomar café e pegar a caneca que você me deu, quando algum sorriso por aí me lembrar o seu. Rasga-me o peito imaginar o nosso futuro que nunca vai existir. Claro que dói. Mas, espero que passe. Parece que nunca vai passar. Mas, espero que passe. Não morre. Nunca morre. Não acaba. Mas, acho que alivia. Não existe dor tamanha que o ser humano não aprenda a conviver. E eu vou aprender a te transformar em um sorriso. Você é, e sempre será, uma das melhores cenas do meu filme. E, vez ou outra, gosto de estourar um pacote de pipocas e ficar nos assistindo na tela da memória. Confesso que hoje terminei de ver com as pipocas encharcadas. Deve ser aquela parte do filme que a mocinha sofre antes que as coisas comecem a dar certo para ela. Espero que sim.

#Segredosdegarota.

Renuncie.

freedom1Quase sempre, renúncia soa como desistência e fraqueza. É sinal de covardia daquele que vai pelo caminho mais fácil. Mas, fui instruída a acreditar que não é assim.

A exaustão existe, sim. O ser humano não dá conta de seguir todos os passos doutrinados pela sociedade como padrões de felicidade ( para ser rico, bonito, popular, bem-sucedido), simplesmente porque ser feliz é muito pessoal. Mas, a pressão é grande, e quem não se encaixa tem medo do rótulo de “perdedor”. É o medo de se sentir descolado, fracassado perante os outros… E o que fazemos para fugir disso é ser uma coisa que não somos, algo que não queremos ser. Até que nos sentimos esgotados, cansados desse “faz de conta”.
 
Então, por que não reconhecer a hora de parar?
 
Renunciar pode ser libertação, alívio e leveza. É ver-se sem um fardo nas costas, porque é dolorido demais carregá-lo por aí fingindo que está tudo bem.
 
Ao invés de pensar em covardia, que possamos pensar na renúncia como um ato de coragem, afinal, poucos hoje em dia sentem-se firmes mesmo mostrando sua própria vulnerabilidade. É uma postura de humildade respeitável e uma forma de se libertar de amarras que só fazem o coração ficar miúdo dentro do peito e que nos distanciam da nossa essência.
 
Quando for assim, é hora de pensar se vale a pena continuar. Se não valer, faça como o Papa: renuncie.
#Segredosdegarota.

Passos desalinhados.

tumblr_m98gsdW84f1qaus44o1_1280Acordei cedinho mesmo, antes do despertador, coisa que não faço com muita frequência, naquele dia algo me chamava mais cedo da cama. Bastou o dia começar pra eu entender o por que. Coloquei uma música alta e ela me lembrou de você, falava de como as coisas/pessoas passam na nossa vida, como algumas nós optamos por deixar e outras a gente decide carregar. Simples. Ouvi a música mais uma vez e me lembrei de seus passos desalinhados, de como você sempre pisou em meus pés, mas eu? Eu ria, achava engraçado tantos erros, mesmo que às vezes doesse um pouco os meus dedinhos. Mas eu pensava: ‘Era você, você podia.’

Você não sabia ao menos cantar a música, errava a letra o tempo todo, mesmo sendo esta a minha preferida, fez até questão de aprender, mas ela não fazia seu tipo de canção. Mais uma vez eu coloquei a música e me peguei cansada por carregar as mesmas lembranças, por achar que você acertaria os passos um dia, que seríamos admirados por tanta sintonia, mas a verdade é que nunca estivemos no mesmo tempo e lugar. Você querendo ver o mar e eu querendo apenas estar no mesmo lugar.
É, aqui, cá onde estou. Perdão se nunca parei, antes, pra pensar de como você gosta e precisa da liberdade do oceano, imenso. Desculpa se eu ignorei os sinais e me fiz de desentendida quando você decidiu partir, preferia sempre acreditar na volta. Ilusão com gosto de chocolate, humm… era bom. Doce.

O erro estava em mim, em repetir a música, em insistir que você dançasse conforme a minha música e em esperar que você acertasse os passos. Não é sua culpa, amor. Troquei de música, quero construir novas lembranças, quero te deixar ir e não pensar na volta. 

Acordei cedinho, coisa que não faço com muita frequência, mas naquele dia algo me chamava mais cedo da cama. Bastou o dia começar pra eu entender o por que. Eu tinha que me despedir de você. Fechei meus olhos por alguns segundos esta manhã e te vi partir. Olhando para o mar, era tão real que até sentia a brisa do mar bagunçando meus cabelos. E sabe o que eu vi? Seu sorriso mais feliz. É sempre o que importa. Vai. Vai com Deus!

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No caminho eu te explico.

Era noite de outono, clima ameno, céu estrelado. Depois de alguns ensaios em forma de mensagem… Eu te tinha ali na minha frente, e precisava aproveitar. Sentia uma coisa estranha, era a tal da liberdade. Quando a gente menos espera, a vida te vira do avesso e alguém te pega pela cintura. Meu coração veio pra boca e minha espinha estava gelada. Eu disse no seu ouvido “no ‘caminho’ eu te explico”. Não dei muito tempo pra pensar, peguei na sua mão e pronto, livrei-me de qualquer pensamento que me tirasse daquele agora. Me permiti, essa é a verdade. Sem pensar em ligações ou num futuro bom. Me entreguei àquele beijo sem pensar numa manhã de domingo à dois ou numa ligação depois do almoço. Eu queria estar ali. Por um momento, éramos nós. Sem mais ninguém. Nem no caminho, nem no destino final. Ninguém precisou explicar nada. Nossos lábios falavam por si. Ninguém precisava saber, aquilo tudo era nosso. Sentimentos, abraços, encaixe perfeito de quem não se importa com o destino. No fundo, a gente sabia de tudo que ia acontecer, e que o futuro seria difícil. Naquela noite eu realmente dei à mão ao acaso e não me preocupei em pensar no futuro. Existem coisas que são tempo presente. Sem conjugação verbal ou rótulos. Às vezes é assim, tempo presente e a gente contente. Caso um dia dê certo de novo, no caminho você não precisa me explicar nada, só segura a minha mão, como eu segurei na sua.

#Segredosdegarota.

E tá doendo…

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Claro  que  me  dá  um  puta  medo  de  estar  me transformando  numa criatura  intoxicada  de  palavras  escritas — tenho  visões futuras onde me vejo fechado num lugar com as parede cobertas de livros, quem sabe gatos, um som e mais nada. Meu coração tá ferido, você me entende?