Pensamento soltos traduzidos em palavras.

Breve retorno

Estive ausente. Encontrei um lar nos braços de uma garota que passou a ser a minha vida. Vivi um sonho. Estava feliz. Mas obviamente tudo tem que desandar um pouco ao longo do caminho. Não, não foi um término, mas fomos separadas. E talvez a dor de não ter ninguém por não conseguir querer alguém, seja infinitamente inferior a não ter quem se quer. Nós não conhecemos mesmo os nossos sentimento e menos ainda nós mesmos até que somos colocados a prova. Farei dessas linhas o meu consolo, e por aqui estarei. Só não sei ainda por quanto tempo. 

Pensamento soltos traduzidos em palavras.

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Eu perdoei todas as pessoas que de alguma forma me fizeram mal, perdoei mais do que elas mereciam serem perdoadas. Perdoei mesmo sem um pedido de perdão. O fiz por vontade e necessidade do meu coração, ele pedia paz. Esqueci as mágoas, os danos, as dores. Dei para elas a maior de todas as vinganças, os meus mais sinceros desejos de felicidade.

Nesses dias, descobri que uma certa pessoa, do qual eu nunca desejei mal algum, pelo contrário, sempre fui gente boa demais, em uma certa ocasião falou mal de mim ao extremo, sabe o que eu fiz? Relevei, na verdade nem perdi meu tempo, simplesmente não quis saber, sai e deixei para lá.

Não sou a melhor pessoa do mundo, é verdade, eu sou péssima. Porém tenho acreditado cegamente na lei do retorno, acho mesmo que tudo que vai, volta. Para toda ação a vida te trás uma reação. Por isso eu ando mesmo desejando o melhor para todos, quero um futuro livre, lindo, brilhante e repleto de assas coloridas.

Quanto mais o tempo passa, mais a minha lista de amigos diminuí, em menos pessoas confio e conto nos dedos as que amo de verdade.

Essa semana em uma reunião com uma cliente ela sorriu quando eu disse: – Vou fazer uma lista de pessoas que devem comparecer ao meu enterro. Só é para ir quem for convidado. Ela sem entender perguntou: Por quê? Eu respondi: – Na vida, você só pode compartilhar as alegrias e as dores sinceras, com quem foi verdadeiramente leal.

Não sei se é a chegada da terceira década, se eu estou mais chata ou se as crises de tristezas andam mais efetivas, mas me tornei uma pessoa extremamente sincera, realista e calma.

Se me permite uma dica, faça o mesmo que eu, se liberte de qualquer mal, ódio, rancor e sentimentos ruins. Deixe sua alma livre, pare de desejar o pior, afinal, isso e falar mal do próximo não vai tornar sua vida mais leve.

Boa prática.

Day by day. · Pensamento soltos traduzidos em palavras.

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Mais uma noite que não consigo dormir muito bem. Os motivos foram diferentes desta vez, mas não menos assustadores.

Me pus a pensar sobre o amor. Eu amo pensar sobre o amor. Divagar sobre ele.

O amor é aquele carinha da sua escola, da primeira série, que te xingava de um milhão de palavrões infantis só porque você tinha os dentes da frente abertos. O amor é aquela caixa de morangos que parecem estar maravilhosos e, quando você abre, descobre que todos os que estavam no fundo estão podres. O amor é aquela seção de calças de cintura alta perfeitas, tamanho 32, que quase não cabem nos manequins.

O amor não é justo. E, talvez, o problema resida não no sentimento em si, e sim no timing.

Duas pessoas, quando se encontram, têm a possibilidade mínima de se encontrarem no mesmo estágio de vida. Não importa se você é magra, loira e tem os olhos azuis, se a outra pessoa não tá a fim de namorar agora. Não importa quantos gominhos você tenha na sua barriga malhadíssima, se o outro te acha um saco.

Conheci muita gente e me apaixonei por cada uma delas – paixão é sim, uma forma mínima de amar, por menor que seja. Conheci gente demais em tempos errados demais. Hoje, percebo o quanto estive errada em cultivar mais expectativas do que a mim mesma.

Descobrir-se é a primeira etapa do processo “amar”: amar a si mesmo. Amar quem você é, na essência. Decidi aos nove anos de idade que iria ser advogada. Hoje, percebo o quanto me envergo em caminhos diferentes e alternativos, por poder, livremente, ser o que sou.

Cada um de nós deveria, antes de tudo, descobrir-se. Abrir-se ao mundo. Há muito a ser explorado, tanto em sua alma, quanto em seu bairro – imagina o quanto pode haver no mundo inteiro, então.

E, o amor (ok, papo de auto-ajuda, mas que jamais deixará de ser verdade) só é possível quando descobrimos que o outro está ali para somar, e não completar.

Não podemos enxergar no outro qualidades que sentimos não existir em nós mesmos – o que cheira a inveja – e muito menos esperar que o outro nos trate como uma mãe ou um pai.

Carência demais é doença. Agarrar a primeira coisa que se vê só mostra o quão fraco e necessitado você se torna a cada segundo em que está sozinho. Desejar a companhia de alguém é uma coisa; imaginar o outro como um escravo particular para curar suas inseguranças é outra

E é por isso, e por tudo que ainda posso ser, que descobri – e, por mais incrível que possa parecer, me apaixonei por esta possibilidade – que as pessoas nunca estão pronta pra amar. E que por mais doloroso que isso possa parecer, não é necessário desesperar-se.

Sair da zona de conforto traz tanta, mas tanta lucidez que voltar para a caverna torna-se impossível – obrigada, Platão.

Construa-se com passos leves, calmos e muito – mas muito mesmo – despreocupados. E acho que esse é o melhor conselho que poderei dar a alguém, quando me perguntarem sobre felicidade: Antes de qualquer coisa vá ser feliz com você mesmo. A única coisa que te merece é o mundo – não somos prêmios particulares, nem bônus de celular, nem garantia de felicidade, nem números da Telesena.

Somos indivíduos que, querendo ou não, doendo ou não, nascemos e morremos sozinhos. Encontrar alguém que, ao invés de nos roubar, queira nos acompanhar nessa jornada, é sua árdua missão particular – recebe-se o que se é refletido.

Se atrás de você só tem gente louca, quem está de ponta-cabeça é você (nota particular).

Descubra-se. Valorize-se em todos os seus trejeitos. Use algo mais curto (ou mais comprido). Dance. Viaje. E, quando, por poesia – por descuido não, por favor! -, alguém quiser ficar, que seja para acrescentar.

Porque o amor não é justo. Mas ele há de acontecer pra você, um dia, do nada, como aconteceu pra mim.

Day by day. · Pensamento soltos traduzidos em palavras.

Um dia eu esqueço você. Ou não.

Hoje eu esbarrei em alguém muito parecido com você enquanto atravessava uma avenida movimentada em passos acelerados, mas não foi igual aos outros esbarrões. Não tive a sensação parecida com a do dia em que nos nos avistamos ao longe e você veio correndo para que pudéssemos nos abraçar. Não foi igual ao dia em que você fez me liguei e disse “Vem aqui…” e eu corri, corri tanto que nem me preocupei com a cara de sono e o olhar marcado pelas olheiras, porque eu só pensava na possibilidade de encontrar você. Hoje eu esbarrei em alguém parecido com você quando tocou a nossa música no shuffle do meu iPhone e eu reparei na falta gigante que eu ainda sinto de você.

Me bateu coisa estranha no peito, uma angústia nada bonita pela saudade de quando você ligava de madrugada pra contar as coisas do teu dia. Porque você levava a coisa toda com uma paixão que te denunciava pelo brilho na retina dos olhos, do mesmo jeito que eu queria que você tivesse me levado. E eu senti uma bala perfurar o meu peito quando eu abri a nossa última conversa na esperança de encontrar uma resposta que nunca veio. Porque a indiferença atinge feito bala, é a mais dolorida das respostas porque a pessoa já não sente mais raiva, já não sente mais mágoa, já não sente mais nada pela gente.

Engano. A gente sempre acha que superou a pessoa até descobrir que ela superou a gente. Porque quando a ficha cai, quando dá o estalo, quando descobrimos isso, a gente relembra a coisa toda dentro do peito. Os recortes, os abraços, os domingos de mãos dadas em uma praça qualquer e a raiva, a maldita raiva que fez você não me levar contigo. 

Faz tempo, meu bem, quase quatro ano desde que você foi embora e não me levou contigo. E eu juro, juro de pé junto pra Deus e pra mim mesma que eu pensei que tivesse superado você. Que eu já não sentia incômodo nenhum quando você falava sobre sua nova vida e que eu até tinha me encontrado, sabe? Até que eu esbarrei com alguém parecido  com você mais cedo e colidi com aquilo o que a gente foi. Abri nossa aquela última conversa, engoli a seco o teu discurso limitado de nós e prometi pra mim mesmo que amanhã ou depois eu te supero e te esqueço de uma vez por todas. Mas só amanhã, ou depois.

Pensamento soltos traduzidos em palavras.

Das lembranças que uma música traz.

Todos os dias minha mente é invadida por um turbilhão de lembranças. Boas e ruins. Saudosas em sua grande maioria. Hoje me veio a lembrança de quando ouvi “Someone Like You” pela primeira vez. Estávamos no seu carro e você me mostrou essa música com um entusiasmo inacreditável. Perguntei o que ela queria dizer já que meu inglês naquela época era de básico à inexistente. Consigo refazer as cenas de forma exata em minha mente. Estávamos indo ao Shopping comprar algumas roupas para o Reveillon. Ouvimos algumas vezes até que eu pudesse sentir, mesmo sem  compreender muito a mensagem que aquelas palavras cantadas estavam passando. Foi a partir daí que me tornei fã incondicional de Adele. Graças à você. Devo muitas coisas à você. Pena que, se eu algum dia tiver coragem de te dizer isso, você não acreditará. Dos grandes arrependimentos que trago dentro do meu peito, ter desistido de nós é o maior deles. Sinto sua falta. Já disse tantas vezes que é mais natural do que eu imaginei que um dia seria pensar sobre isso. Queria tentar resolver as coisas e te procurar, mas tenho tanto medo que acabo sempre nessa inércia desenfreada. Espero que também tenha boas lembranças de tudo o que tivemos. 

Day by day. · Pensamento soltos traduzidos em palavras.

Sementes certas.

Eu tinha palavras tristes para mostrar hoje aqui. Mas eu li. Li de novo e percebi que eu não sou amarga assim. Percebi que aquele otimismo que eu sei ter não morreu, nem mesmo está adormecido. Porque eu sei que minhas palavras refletem quem eu sou e eu não sei ser só tristeza assim. Não sei sentar e esperar a tristeza passar. Não é possível negar que a tristeza dos meus olhos inundaram minha alma, e a falta que o teu sorriso me faz é imensa. Mas entrar num ciclo vicioso de lágrimas e palavras tristes seria como chamar pra perto de mim o que sempre quis que ficasse longe daqui. E é assim que eu vou… Passo a passo, de palavra em palavra, contendo a lágrima e cultivando um sorriso. Porque sempre na vida eu aprendi que a gente colhe o que planta. E hoje mais do que nunca eu sei que estou usando as sementes certas: otimismo, esperança e verdade.

My words to you. · Pensamento soltos traduzidos em palavras.

VENDAval de confiança.

Feche um pouco os seus olhos. Imagine-se vendado, com alguma rala ideia do terreno no qual você está pisando. Ficar parado até ter a certeza de que não dará um passo em falso é sua primeira reação, creio eu. Então alguém que você ama põe a mão no seu ombro e diz “Vamos, no caminho eu te explico.” E aí você vai. Vai porque você ama, vai porque você confia. Eu estou me sentindo assim. Não raras são as situações em que preciso confiar nas pessoas, apenas. Sem maiores perguntas, sem pulgas atrás da orelha ou qualquer sombra de dúvida. E confiar envolve tanta coisa. É uma via de mão dupla, onde quanto mais se dá mais se tem. Confiar envolve ir sem medo de tropeçar. Envolve não temer o que está por vir. Envolve fechar os olhos e acreditar apenas na segurança das palavras ditas por quem está a te guiar. Eu confio em você. Eu confio nos seus sentimentos. Eu queria poder fazer mais. Queria poder resolver (eu sempre quero resolver). O amor não deveria ser complicado… Meus textos dizem isso o tempo todo. Eu digo isso o tempo todo. Muito embora eu esteja no escuro, vendada, e sem saber qual é o destino, eu estendo a minha mão para que você me guie por este caminho. Eu caminho ao seu lado sem saber pra onde e nem como e se realmente chegaremos a algum lugar. Prometo não fazer perguntas, prometo não buscar explicações. Eu apenas confio em você. E eu confio no que eu sinto quando confio em você. E eu acredito que, acima de tudo, tudo isso aí dentro, pequena, é sincero!