Sobre as saudades diárias…

Ela falava de sentimentos. Ocorreu-me a saudade. Essa que dia após dia habita em meu coração. E sorrindo me perguntou se eu sabia de que cor é a saudade. Com um meio sorriso nos lábios e uma lágrima que me escorria no canto do olho, respondi: A saudade tem a cor da pele de quem nos faz falta. E tem o cheiro também. Saudade é querer está perto de quem não está. É querer ouvir a voz, dividir a piada, sentir o calor. Saudade é sentir falta de quem está aqui dentro, tão entranhado que, quando ausente, fica um buraco. Saudade é sentir quão profundo é o sentimento que nos une a outrem, é saber que a vida ao lado de quem nos faz falta é sempre mais doce. Saudade é um negativo absoluto: não ter, não saber, não ver, não dividir…. Há quem diga que a saudade é passageira, mas como? Eu a sinto todos os dias, longe ou perto. Eu a sinto todas as manhãs, frias ou quentes. Todas as sextas, quartas e domingos. Passageira? Certamente quem disse isso nunca sentiu saudades. Nunca acordou com um nó na garganta, nunca quis andar a pé longas distâncias num ímpeto. Passageira?  Não, a saudade não é. Desde que verdadeiro seja o amor. A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais. Saudade não é olhar pro lado e dizer “se foi”, é olhar pro lado e perguntar “cadê?”. E quando ela não cabe no peito, transborda nos olhos.

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