Foi amor, e ainda é.

Diadesses me olhando no espelho me questionei o que de fato houve entre nós. E cheguei a conclusão de que não há outra palavra para definir, foi amor. Foi esse sentimento tão raro hoje em dia, sabe? Foi amor e eu sabia. Foi amor quando você me dava chocolate de presente quando a gente completava mês, quando me enchia de dengo, e quando descobriu que meus olhos ficam vermelhos como se eu tivesse chorado sempre que eu lavo o cabelo. Foi amor, meu amor. Foi amor quando você me chamava de bicuda e depois dizia que gostava mesmo assim, quando chorou na minha frente quando eu fiquei com medo me apaixonar e tentei me afastar, quando me encheu de carinho assim que percebeu que, num dia qualquer, eu teria ficado triste por você não poder ficar comigo até mais tarde, querendo me comprar da forma mais simples e linda possível, me fazendo sorrir. Foi amor quando você fazia de tudo apenas para me agradar, e ainda assim eu conseguia discordar. Foi amor quando você alisava e observava cada detalhe do meu rosto por horas porque dizia que queria se lembrar de cada detalhe caso um dia não pudéssemos mais nos ver. Quando me ligava com voz de sono e dizia “Amor, tô com saudade!”. Foi amor quando você era impaciente e quando perguntava o que eu estava pensando quando ficava calada. Foi amor diariamente, quando me passava mensagens discretas perguntando “Amor, tá onde?” apenas para controlar meus passos. Foi amor. E isso é o que mais me dói. É que foi amor e eu sabia. Foi amor e eu sentia.

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