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E, mais uma vez, fui fraca. Mas fraca pra caramba. Fraca pra cacete. Resumindo: te procurei. Dessa vez, não mais nas minhas memórias. Não mais no nosso passado. Não mais naqueles sorrisos. Te procurei e disse que te amava. Te procurei porque nem sei mais onde estava com a cabeça. Ou melhor, sei sim. Só não queria mais me privar desses impulsos. Destes atos desvairados. Loucos. Inconsequentes. Te amo. E disse isso de uma vez. Como quem atira um vaso com toda a força contra a parede e assiste ao seu estilhaçar. Aos seus milhares de pedaços inundarem toda a sala. Todo o vão. Assim, tipo o meu coração. Fui com todos os dedos cruzados, torcendo pra não doer. Tolice. Sempre dói. E uma dor cortante. Dessas que a gente sangra por dentro sem nenhum corte aparente. De fora, ninguém nota. De longe, quase ninguém vê. Para ser sincera, ninguém sequer imagina. Que nesse peito aqui ainda pulsa um amor. Aquele amor. Uma saudade. Uma vontade de louca de ligar e dizer: volta –  tudo aqui ainda é teu.

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