Velhos hábitos, sem velhas dores.

Talvez eu tenha te surpreendido quando de repente eu disse “Oi“, ou mesmo quando eu peguei no teu braço pra te fazer me olhar. Não sei descrever muito bem o que eu senti, mas não fiquei triste quando você não me respondeu. Não fiquei triste quando você apenas baixou a cabeça e sorriu. Eu, sinceramente, concentrei toda a minha atenção no seu sorriso, e fiquei contente. Fiquei contente porque eu acho que você não percebeu que minhas mãos tremiam quando eu te toquei, e que minha voz falhou no final daquela palavra tão breve. Fiquei contente porque eu consegui realizar um simples gesto que eu venho ensaiando mentalmente há semanas, eu consegui abrir a boca e sem pensar muito no que estava sentindo eu falei com você. Não senti medo de você não me responder. O importante pra mim era falar com você, não apenas te ver indo e vindo e ficar esperando que você, de repente, me visse e sorrisse com o meu sorriso. Talvez seja novo pra você, mas também é pra mim. É só que eu estou tentando, de verdade, te transformar em um sorriso. Tentando te transformar em boas e novas lembranças, como a que eu tenho agora do seu sorriso pro chão pra mim. Estou tentando externar esse amor que ainda tenho dentro de mim, mesmo que seja de uma forma, simplesmente, nova. Eu não tenho medo de mostrar o que ainda sinto, não mais. Você sabe, então… Talvez essa seja uma nova fase. Uma caminhada rumo convívio fraterno. Um novo degrau. Meu coração ainda acelera, minhas mãos ainda tremem, meu corpo ainda sua, mas não dói mais.

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