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Ontem eu aprendi um monte de coisas sobre quem eu sou. Até antes de ontem, eu não sabia que o chão sempre esteve em baixo dos meus pés… E que jamais sairia de lá. Todas as coisas que eu aprendi, me fizeram esquecer lições antigas. Quando eu era criança, imaginava que respirar no vento forte colocaria mais ar em meus pulmões, e assim eu viveria mais. Hoje eu vivo o tempo todo sem ar. Tinha medo de me afogar em mim e ver meus pulmões fechados, ver minha boca sem conseguir soltar. Sem conseguir soltar o ar. Ou os pulmões cheios d’água, água da chuva, chuva suja, suja de mim, poluída do que eu sentia. O vento que aspirei quando criança, não me serve mais. Fico sozinha, sentada na janela, ouvindo o vento passar, e a noite fica a me contar segredos sobre o que eu quero, sobre quem agora eu sou. Será Deus falando com um de seus filhos? E são nessas horas, que o tempo parece ser eterno.  E todas aquelas fotos com sorrisos sem por quê…  Foram apenas decisões ruins, tudo bem… Bem vindo a minha vida boba. Quantas vezes errei ao fazer, e me arrependi de ter feito, morria duas vezes em uma só atitude. Ontem, a noite me contou que não fazer, e nem me arrepender, é matar os sentimentos. E de contra-partida, você enterra sentimentos mortos, mas não é enterrado junto dele. O vento, a primavera, o inverno, o outono e o verão, sem ordem certa de chegada, de maldade ou bondade, de lágrimas ou sorrisos.. O tempo sempre traz sentimentos novos.

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