Sobre (não) confiar…

Confiança e reciprocidade. Nunca te disseram que isso não obrigatoriamente viria no mesmo pacote? Há um tempo que essa ideia me é soprada pelo vento. Situações corriqueiras, episódios aos acaso, conversas trocadas, percepções… Ultimamente muita coisa revela que confiar é algo que, cada vez mais, é prenuncio de decepção. Sei que a maioria de nossas decepções são culpas verdadeiramente nossas, mas é tão impossível impedir que nasça em nossos corações a esperança que nos dar acreditar que podemos confiar em alguém finalmente, que acabamos caindo no mesmo erro incontáveis vezes. Já fez alguns aniversários a primeira vez que eu percebi que confiar talvez fosse uma coisa arriscada, que talvez eu devesse permanecer inerte e não exercitar o meu hábito de falar da mesmo forma e frequência que exercito o meu hábito de escrever. Fico me questionando arduamente o que me faz diariamente acreditar em tudo. Talvez seja porque me dizem coisas que eu gostaria de ouvir ou que me façam um carinho de vez em quando. Ou talvez eu seja um caso perdido e não vá aprender nunca nada. Mas sei que o erro não é só meu, e esse erro talvez não seja por confiar demais ou amar demais, mas apenas por pensar que minha confiança e amor nunca serão traídos.

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