Novo de novo.

17 01 2010

Faz tempo que eu tento continuar essa historia toda que eu criei pra minha vida e não consigo. Já tentei ponto, letra maiúscula, na mesma linha. Já tentei pular linha e fazer parágrafo. E até virar a página ou começar novo capítulo. Nada funcionou. Então eu parei. Estagnei e fiquei esperando um num sei o que vir não sei de onde pra me salvar não sei de quê. Só hoje eu entendi.
O único jeito de fazer isso direito é comprando um caderno novo, caneta nova, lavar o rosto com água bem fria e escrever uma história completamente nova, com Era uma vez… novo para sermos, de uma vez por todas, Felizes para sempre.





Eu e o rio.

17 01 2010

Parece que eu desaprendi totalmente como escrever. Minhas linhas estão cada vez dificeis, de tal forma que as palavras saem tortas e meu português, que tantas vezes foi tão eloquente e cheio de metáforas escritas facilmente, anda brigado com acentos, virgulas, travessões e até com os simples pingos de letras tão simples estão fugindo de mim. Todos estão fugindo. Parecem querer manter minha página em branco. Mas o que nenhuma letra ou frase ou palavra conseguiu entender ainda é que não há página em branco depois de tantas coisas ditas e feitas. Não há como apagar. Da mesma forma do rio, o livro nunca mais será o mesmo. Nem eu.





Meu.

17 01 2010

E eu acho mesmo que eu tenho que guardar minhas lágrimas pras alegrias que vou ganhar e espalhar meu sorriso por aí. Porque todos os frutos que eu já colhi na vida, vieram de sementes cheias de dentes e gargalhadas que se soltaram e nunca se acharam.
E a grande verdade nisso tudo, é que as frases mais clichês de todos os tempos nunca fizeram tanto sentido e que pessoas clichês não valem tanto a pena. Porque querer ou até, invonlutariamente, parecer comigo, é possivel. Só que o que ninguém parou pra notar é que nem aquela que eu vejo no espelho não consegue ser igual a mim, porque eu sou uma só. E o meu sorriso, ah! o meu sorriso é só meu.





17 01 2010

Elas não se conformam com o estômago. É como se precisassem freneticamente bater suas asas em todos os lugares do meu corpo e não quisessem me deixar dormir, comer, beber, respirar até o momento de te encontrar. Porque é exatamente assim que eu me sinto: sem fôlego. O ar falta, as pernas, a força, as palavras… Tudo foge. E o tic tac não consegue acompanhar o ritmo deseperado do meu tum tum.

E eu repiro, fundo. Fecho os olhos depois de tanto tempo sem piscar, tento acreditar e começa tudo de novo.

E eu acho mesmo que vai ser assim até que alguem chegue e me mostre que eu não preciso mais de comida, água, pernas, borboletas, ar. E pronto.





2010

17 01 2010

Ufaaa, fazia muito tempo que eu não passava por aqui, muito tempo mesmo… mas vamos retomar…

Sobre 2010… Esse ano, aquele pedido de “paz pro meu coração” nunca foi tão real, tão verdadeiro. Porque tudo que eu quero/desejo é o que me falta.
Nunca tive a ambição de ser e conseguir o que já tenho para ser/ter cada vez mais. Não. Eu só quero paz. Mas não aquela paz de calmaria que leva a monotonia e depois gera uma vida sem graça na qual eu nem saberia o que fazer, não saberia viver.
Eu não quero uma paz cinza. Quero paz cheia de cor, cheia de beijos e abraços. Quero paz acompanhada de suspiros no fim do dia, e coração querendo pular do peito. Paz acompanhada de faltas de ar e um tom cor-de-rosa com o qual eu sonho todos os dias.
Eu quero paz pro meu coração. E não preciso de dois mil e dez motivos pra isso. Basta um: eu mereço.





13 05 2009

…eu costumava dominar o mundo, mares se agitavam ao meu comando. Agora, pela manhã, me arrasto sozinha, varrendo as ruas que costumava mandar.Eu costumava jogar os dados, sentia o medo no olhos dos meus inimigos. Ouvia como o povo cantava: “Agora a velha rainha está morta! Vida longa a rainha!” Por um minuto segurei a chave, próximo as paredes que se fechavam pra mim, e percebei que meu castelo estava erguido sobre pilares de sal e pilares de areia… Por um motivo que eu não sei explicar, quando você se foi não havia, não haviauma palavra honesta. Era assim, quando eu dominava o mundo…





Apenas palavras.

13 05 2009

As parecem está um pouco diferente agora, pelo menos é o que parece. Meus amigos não são mais os mesmo, minhas conversas já não tomam mais os mesmo rumos. Minha vida parece que tomou um rumo diferente daquele que eu previa. Sei lá, parece que agora tá tudo tão sem açucar. Vivo os meus dias apenas acordando pra depois ir dormir, sem nenhuma motiva, apenas inúmeros sonhos guardados na gaveta do meu criado – mudo [que com a nova ortografia eu nem sei se é um criado-mudou, ou se agora ele já pode falar]. Velhos tempos que não voltam mais, olho pra trás e vejo tudo o que fiz, a minha rotina, que agora nao existe mais e deu lugar para outra rotina. Coisas da vida!





Brincadeira de criança

8 05 2009

Eu me cansei dessa brincadeira sem graça de iô-iô e nunca fui mesmo fã de fingir morto-vivo ou qualquer uma dessas fantasias de criança que oscila entre o céu e o inferno tão rapidamente que o sentimento é que não houve tempo suficiente no céu pra sentir o gosto do doce de não precisar ficar com os pés no chão de tanta felicidade. A grande verdade é que eu acho que quem estava certo era o grande poeta quando disse que “a felicidade é como uma pluma que o vento vai levando pelo ar; voa tão leve… mas tem vida breve, precisa que haja vento sem parar”. E não há quem tenha disposição pra manter a peteca o tempo inteiro no ar…





Pedaços.

8 05 2009

Quando eu me sinto juntado os pedaços para me formar de novo, eu tenho que me lembrar de como eu era antes de me perder. E eu fico buscando as lembranças felizes do meu coração, buscando cores e cheiros que me fazem lembrar os sorrisos que já habitaram meus dias tantas vezes. Isso tudo antes do cinza, da chuva, das lagrimas e do sozinho que eu vejo por todos os lados quando procuro a porta de saída desse quarto sem janelas que eu ocupei sem nem perceber o amargo na minha língua a cada minuto que passava. Mas a verdade é que eu ainda sei o caminho de volta. Basta fechar os olhos, respirar fundo e dar um sorriso. Começa assim pra mim. Faça começar pra você também.





Second life.

8 05 2009

As coisas estão um pouco diferentes por aqui, venho sendo acometida por uma determinação sem limites! Não tenho tido muito tempo pra postar por aqui, aliás não tenho tido internet pra postar por aqui. Meus amigos definitivamente mudaram, ficaram distantes. Me acostumei em está sozinha, os livros têm me ajudado bastante! A vontade de passar de uma vez por todas no vestibular, está me guiando por um caminho em que não sinto medo de ir sozinha. O medo do fim não faz masi efeito em mim, o prazer de recomeçar baila sobre um clima sublime que está pelo ar.