…eu costumava dominar o mundo, mares se agitavam ao meu comando. Agora, pela manhã, me arrasto sozinha, varrendo as ruas que costumava mandar.Eu costumava jogar os dados, sentia o medo no olhos dos meus inimigos. Ouvia como o povo cantava: “Agora a velha rainha está morta! Vida longa a rainha!” Por um minuto segurei a chave, próximo as paredes que se fechavam pra mim, e percebei que meu castelo estava erguido sobre pilares de sal e pilares de areia… Por um motivo que eu não sei explicar, quando você se foi não havia, não haviauma palavra honesta. Era assim, quando eu dominava o mundo…
Apenas palavras.
•Maio 13, 2009 • Deixe um comentárioAs parecem está um pouco diferente agora, pelo menos é o que parece. Meus amigos não são mais os mesmo, minhas conversas já não tomam mais os mesmo rumos. Minha vida parece que tomou um rumo diferente daquele que eu previa. Sei lá, parece que agora tá tudo tão sem açucar. Vivo os meus dias apenas acordando pra depois ir dormir, sem nenhuma motiva, apenas inúmeros sonhos guardados na gaveta do meu criado – mudo [que com a nova ortografia eu nem sei se é um criado-mudou, ou se agora ele já pode falar]. Velhos tempos que não voltam mais, olho pra trás e vejo tudo o que fiz, a minha rotina, que agora nao existe mais e deu lugar para outra rotina. Coisas da vida!
Brincadeira de criança
•Maio 8, 2009 • Deixe um comentárioEu me cansei dessa brincadeira sem graça de iô-iô e nunca fui mesmo fã de fingir morto-vivo ou qualquer uma dessas fantasias de criança que oscila entre o céu e o inferno tão rapidamente que o sentimento é que não houve tempo suficiente no céu pra sentir o gosto do doce de não precisar ficar com os pés no chão de tanta felicidade. A grande verdade é que eu acho que quem estava certo era o grande poeta quando disse que “a felicidade é como uma pluma que o vento vai levando pelo ar; voa tão leve… mas tem vida breve, precisa que haja vento sem parar”. E não há quem tenha disposição pra manter a peteca o tempo inteiro no ar…
Pedaços.
•Maio 8, 2009 • 2 ComentáriosQuando eu me sinto juntado os pedaços para me formar de novo, eu tenho que me lembrar de como eu era antes de me perder. E eu fico buscando as lembranças felizes do meu coração, buscando cores e cheiros que me fazem lembrar os sorrisos que já habitaram meus dias tantas vezes. Isso tudo antes do cinza, da chuva, das lagrimas e do sozinho que eu vejo por todos os lados quando procuro a porta de saída desse quarto sem janelas que eu ocupei sem nem perceber o amargo na minha língua a cada minuto que passava. Mas a verdade é que eu ainda sei o caminho de volta. Basta fechar os olhos, respirar fundo e dar um sorriso. Começa assim pra mim. Faça começar pra você também.
Second life.
•Maio 8, 2009 • Deixe um comentárioAs coisas estão um pouco diferentes por aqui, venho sendo acometida por uma determinação sem limites! Não tenho tido muito tempo pra postar por aqui, aliás não tenho tido internet pra postar por aqui. Meus amigos definitivamente mudaram, ficaram distantes. Me acostumei em está sozinha, os livros têm me ajudado bastante! A vontade de passar de uma vez por todas no vestibular, está me guiando por um caminho em que não sinto medo de ir sozinha. O medo do fim não faz masi efeito em mim, o prazer de recomeçar baila sobre um clima sublime que está pelo ar.
Hold on.
•Março 24, 2009 • 2 ComentáriosEu tentei tanto ser alguém que esqueci de quem eu era. Tentei tanto preencher vazios, que tudo o que eu tinha derramou. Agora tudo está tão distante, que eu nem sei mais onde estou. Tudo o que eu queria, tudo o que eu tenho agora, não se parece mais comigo. Sinto que é difícil ser eu mesma, queria ser outra pessoa.
Num canto.
•Março 20, 2009 • Deixe um comentário
Quando eu penso no que poderia ter sido dos meus dias, eu vejo que nunca vou realmente saber. E, ainda, que não adianta ficar pensando nisso, porque a angustia só cresce e eu acabo esquecendo de viver o presente e planejar o futuro. Acabo festejando carnavais passados, ao invés de pensar nos presentes do natal que vem. Porque quando eu penso no passado, o futuro fica guardado numa gaveta que eu esqueço de abrir. Então, eu reservo um canto no meu armário (um canto especial, mas ainda assim, um canto) pra guardar todos os meus pensamentos do que foi e do que poderia ter sido. Porque melhor é viver. E pronto.
Existencia humana!
•Março 10, 2009 • Deixe um comentárioSinto como se minhas boas emoções tivessem sido tiradas de mim. Observo o passar da tarde, tomo um pouco de café, enquanto um casal de formigas briga por um pouco de comida. Acho que sou mesmo como uma dessas cadeiras de balançar, sempre me movendo sem sair do lugar. Tentativas frustradas de levar uma vida normal. Tudo em vão. Vejo ao meu redor pessoas vivendo suas vidas, e eu escrevendo coisas sem sentido. Tentando viver da lembrança de um passado feliz. Ouço músicas que não gosto, vejo filmes que não me interessam e faço com pessoas que fazem eu me sentir mal, sempre em busca de algo que ainda não sei o que é. E com absoluta sinceridade, tento ser otimista em relação a tudo isso, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. Tudo o que senti até agora foi uma tentativa de mostrar pra mim que eu e minha existencia humana valemos a pena.
Meus…
•Março 6, 2009 • Deixe um comentárioMeu gigante tombou, jaz adormecido… E uma única frase se fez verdade:
“Não há nada nesse mundo, que eu ame e não morra.”
Carnaval.
•Março 6, 2009 • Deixe um comentário
Pra mim, nada mais de máscara no rosto, copo na mão ou sorriso falso na boca. Agora, ou é, ou sinto muito. E eu sinto. Mas é tão melhor sentir que eu não sei mais fingir um sorriso que eu não consigo esboçar sem ser de verdade. Porque minhas fantasias, eu guardei numa caixa e mandei jogar não sei onde pra não ter nem que querer procurar e me acostumar em ser o que eu vejo no espelho todos os dias: eu mesma. Porque brincar de carnaval já foi. Não é mais realidade pra mim. Mas talvez um dia seja de novo: quando eu quiser brincar de ter filho fazendeiro, filho palhacinho, filho mágico… O melhor de todos, mas sempre o mesmo. Sem máscaras. Só com um sorriso lindo estampado no rosto.
